HORIZONTE DAS ARTES VISUAIS DE MOSSORÓ

•11/12/2015 • Deixe um comentário

É HOJE, EM NATAL!

“HORONTE DAS ARTES VISUAIS DE MOSSORÓ”
Um beijo em Natal…
*
*
Convidado pela Professora Isaura Amelia Rosado Maia​, mais uma vez participarei da exposição coletiva “Horizonte das Artes Visuais de Mossoró”. 
Mostra itinerante, desta vez acontecerá na Pinacoteca Potiguar (antigo Palácio do Governo do Rio Grande do Norte, em Natal). A primeira exposição aconteceu em Mossoró, em agosto deste ano.
Morei em Mossoró de 1994 a 2000, onde participei ativamente da vida artística da cidade. Agradeço mais uma vez a Sociedade Amigos da Pinacoteca​ por ter sido incluído entre os artistas de Mossoró – terra que muito estimo. Agradeço também pela consideração em disponibilizarem veículo para o translado da obra de João Pessoa (PB) para Natal (RN).
Não poderei comparecer à solenidade de abertura, mas a obra está lá (o beijo da foto).

Sucesso para todos nós!

*

 
 *
SERVIÇO
Horizonte das Artes Visuais de Mossoró
Realização: Sociedade Amigos da Pinacoteca
Abertura: 11 de dezembro de 2015 às 19 hs.
Visitação até 11 de janeiro de 2016, de terça a domingo, das 8 às 17 hs.
Local:
Pinacoteca Potiguar (antigo Palácio do Governo do Rio Grande do Norte)
 *
 
Anúncios

CABO BRANCO, OPUS VIII

•18/07/2015 • Deixe um comentário

Bruno, Valparaíso, 17 07 2015 (2)

Esta vai para a coleção de Geisa Galvão Ribeiro, uma das patrocinadoras do projeto Parahybavista.
Participe, seja também um dos nossos patrocinadores e leve uma obra dessa para casa!
Se quiser participar, envie mensagem de confirmação para meu endereço eletrônico: brunosteinbachsilva@gmail.com (para receber as imagens virtuais das obras disponíveis ou em andamento e maiores informações sobre os preços e formas de pagamento).

Conheça nossos patrocinadores e parceiros neste projeto:

catálogo doc

DA SÉRIE PARAHYBAVISTA – AGONIA E ÊXTASE Bruno Steinbach Silva. “Cabo Branco, opus VIII”. Acrílica/tela, 80 x 100 cm. Julho de 2015, Parahyba, Brasil. Coleção: Geisa Galvão Ribeiro. João Pessoa, Paraíba.

VISITA AO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DA PARAÍBA

•15/06/2015 • Deixe um comentário
BRUNO E FÁTIMA BEZERRA (TJPB, 14 06 2013)
O pessoal administrativo do Face me enviou um carinhoso lembrete, um momento muito importante para mim, escolhido por eles.
Há dois anos, fui recebido no Tribunal de Justiça da Paraíba por sua então presidenta, Desembargadora Fátima Bezerra. Fui fotografar essa pintura minha, que ela havia emprestado ao TJ para inaugurar o Salão Nobre do Tribunal Pleno, “guardando a vaga” para o painel que encomendou naquele dia e que hoje ocupa o seu lugar.
Veja as pinturas
??????????????????????????Bruno Steinbach. “Parahyba e Sanhauá, opus I”. 
Óleo/tela, 100 x 120 cm. 2005.
Coleção: Desembargadora Maria de Fátima Bezerra Cavalcante Maranhão. Paraíba, Brasil.
Veja mais detalhes da obra…
acdb9-dsc023991doc
Bruno Steinbach. “PARAHYBAVISTA (SANHAUÁ, PORTO DO CAPIM e VARADOURO), opus I”. 
Painel em acrílica/tela, 120 x 194 cm. Parahyba, dezembro de 2013.
Acervo: Tribunal de Justiça da Paraíba. João Pessoa, Paraíba, Brasil.
Obra patrocínio PARAHYBAVISTA.

CENTENÁRIO DE ISAIAS SILVA

•23/03/2015 • Deixe um comentário
 HOMENAGEM DA ACADEMIA PARAIBANA DE MEDICINA
 *
ISAIAS SILVA (BANNER 2 FORMANDO 190 x 150 cm) jpg doc
 
*
SESSÃO SOLENE

Em comemoração ao centenário do acadêmico Isaias Silva, a Academia Paraibana de Medicina realiza uma Sessão Solene em homenagem ao médico e ex-deputado estadual da Paraíba, que foi o ocupante fundador da cadeira 24 dessa academia de imortais. O evento acontecerá nesta quinta, 26 de março, às 20 hs, no Auditório Professor Antônio Dias dos Santos, na Sede do CRM-PB (Av. Dom Pedro II, N 1335 – Centro), seguido de coquetel oferecido pela APMED aos convidados para a celebração.

Traje:
Convidados: Passeio completo
Acadêmicos: Pellerine e colar com medalha acadêmica.

Veja no mapa
*

FELIZ DIA DA MULHER!

•08/03/2015 • Deixe um comentário
*
Bruno Steinbach. "Anjo azul".  Óleo/tela, 80 x 100 cm, 2007, João Pessoa, Paraíba, Brasil.  Coleção: José William Chianca. João Pessoa, Paraíba, Brasil.
 *
 
A Mulher sempre esteve presente na minha vida e na minha trajetória artística. E sempre estará. Retratei inúmeras mulheres no meu prazeroso ofício (em 2008 realizei a exposição “Mulheres em Evidência”, em comemoração ao mês da Mulher, onde mostrei retratos de mulheres que conquistaram o seu lugar na sociedade, o seu respeito e o seu sucesso profissional). Sem qualquer intenção de reduzir o universo feminino ao mero aspecto físico, à sua beleza e ao seu forte poder erotógeno e sensual, pintei vários nus, com muito prazer. As suas curvas, os seus volumes e as nuances tonais, as infinitas e belas possibilidades plásticas que suas formas possibilitam, com fantásticos jogos de chiaroscuro
Fenomenal!
Enfim, eis aqui a minha modesta contribuição para todos festejarmos alegremente este dia, marco de uma incrível história de lutas que essas criaturas maravilhosas travaram e que ainda enfrentam para conquistar definitivamente o seu merecido respeito entre os habitantes da Terra (leia a nota no final).

Bruno Steinbach Silva. “Retrato de Lala”.
Óleo / papel cançon, 66 x 48 cm, 1987, Camboinha , Cabedelo, Paraíba, Brasil.
Acervo do Artista.
Morreu em 2001, vítima de câncer de mama). Uma mulher linda, fascinante, brilhante… Fenomenal! Tão maravilhosa que Deus não teve paciência de esperar que envelhecesse … e a levou, muito antes da hora!
 
 
Bruno Steinbach. “Lala (in memoriam)” .
Óleo/tela, 100×80 cm, 2004, João Pessoa, Paraíba, Brasil.
Acervo do Artista, João Pessoa, Paraíba, Brasil.
 
 
Bruno Steinbach. “Mulher dormindo”
Óleo / tela, 100 x 120 cm, jun 2006, Brasília – DF.
Coleção: Érica Chianca, Brasília – DF.
 
 
O mito de Pigmaleão reflete o quanto um desejo pode ser transformado em arte: Pigmaleão era devoto da deusa Vênus, deusa da beleza, mãe de Cupido, o arqueiro do amor. Pigmaleão era um escultor e rei de Chipre que se apaixonou por uma estátua que esculpira ao tentar reproduzir a mulher ideal. Ele via tantos defeitos nas mulheres que começou a abominá-las. Na verdade ele havia decidido viver em celibato na Ilha por não concordar com a atitude libertina das mulheres dali, que haviam dado fama à mesma como lugar de cortesãs, e, por isso, resolveu ficar solteiro. Era escultor e a mais bela obra que construiu foi uma estátua de mulher. Vamos refletir: Por que Pigmaleão esculpiu justamente uma bela mulher se ele achava as mulheres insuportáveis?
Pigmaleão achava a sua escultura tão perfeita que se apaixonou por ela.
Solicitou aos deuses que a transformasse em mulher. Afrodite, a deusa do amor, ouviu o seu pedido e, compadecida, deu vida à estátua, chamando-a Galatea.
Que todos nós possamos sublimar cada vez mais, colocando nossas angústias, nossos incômodos e nossos desejos reprimidos a serviço da Arte…
*
 
Bruno Steinbach."Sem Título" . Óleo/tela, 100x80 cm, 2004, João Pessoa, Paraíba, Brasil. Coleção: Dr. Antônio de Aracoelli Ramalho., João Pessoa-Pb. Catálogo 126.        Bruno Steinbach. "Sem Título" . Óleo/tela, 68x60 cm, 1984, João Pessoa, Paraíba, Brasil. Coleção: Walkíria Forte, João Pessoa-Pb. Catálogo 13.        Bruno Steinbach. "Sem Título". Óleo/tela, 68x60 cm, 1984, João Pessoa, Paraíba, Brasil. Catálogo 15. Coleção: Walkíria Forte, João Pessoa-Pb. Catálogo 14.               Bruno Steinbach. "Devaneio III". Óleo/duratex, 61 x 91 cm, 1999, Mossoró, Rio Grande do Norte, Brasil. Coleção particular. Catálogo 93.
 
 
 
8 de Março: Dia Internacional da Mulher
Relembra as lutas sociais, políticas e econômicas das mulheres.
 

Ficheiro:Women's International League, 5. 1. 1922.pngMembros da Women’s International League for Peace and Freedom, em Washington, D.C., 1922.

 
O Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada do seu país na Primeira Guerra Mundial. Essas manifestações marcaram o início da Revolução de 1917. Entretanto a ideia de celebrar um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto.
No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado no início do século, até a década de 1920. Na antiga União Soviética, durante o stalinismo, o Dia Internacional da Mulher tornou-se elemento de propaganda partidária.
Nos países ocidentais, a data foi esquecida por longo tempo e somente recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960. Na atualidade, a celebração do Dia Internacional da Mulher perdeu parcialmente o seu sentido original, adquirindo um caráter festivo e comercial. Nessa data, os empregadores, sem certamente pretender evocar o espírito das operárias grevistas do 8 de março de 1917, costumam distribuir rosas vermelhas ou pequenos mimos entre suas empregadas.
Em 1975, foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e, em dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres.
 
Origem
 
A ideia da existência de um dia internacional da mulher surge na virada do século XX, no contexto da Segunda Revolução Industrial e da Primeira Guerra Mundial, quando ocorre a incorporação da mão-de-obra feminina, em massa, na indústria. As condições de trabalho, frequentemente insalubres e perigosas, eram motivo de frequentes protestos por parte dos trabalhadores. Muitas manifestações ocorreram nos anos seguintes, em várias partes do mundo, destacando-se Nova Iorque, Berlim, Viena (1911) e São Petersburgo (1913).
O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 28 de fevereiro de 1909 nos Estados Unidos, por iniciativa doPartido Socialista da América, em memória do protesto contra as más condições de trabalho das operárias da indústria do vestuário de Nova York.
Em 1910, ocorreu a primeira conferência internacional de mulheres, em Copenhague, dirigida pela Internacional Socialista, quando foi aprovada proposta da socialista alemã Clara Zetkin, de instituição de um dia internacional da Mulher, embora nenhuma data tivesse sido especificada.
No ano seguinte, o Dia Internacional da Mulher foi celebrado a 19 de março, por mais de um milhão de pessoas, na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça.
Poucos dias depois, a 25 de março de 1911, um incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist mataria 146 trabalhadores – a maioria costureiras. O número elevado de mortes foi atribuído às más condições de segurança do edifício. Este foi considerado como o pior incêndio da história de Nova Iorque, até 11 de setembro de 2001. Para Eva Blay, é provável que a morte das trabalhadoras da Triangle se tenha incorporado ao imaginário coletivo, de modo que esse episódio é, com frequência, erroneamente considerado como a origem do Dia Internacional da Mulher.
 
Em 1915, Alexandra Kollontai organizou uma reunião em Christiania (atual Oslo), contra a guerra. Nesse mesmo ano, Clara Zetkin faz uma conferência sobre a mulher.
Na Rússia, as comemorações do Dia Internacional da Mulher foram o estopim da Revolução russa de 1917. Em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelo calendário juliano), a greve das operárias da indústria têxtil contra a fome, contra oczar Nicolau II e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial precipitou os acontecimentos que resultaram na Revolução de Fevereiro. Leon Trotsky assim registrou o evento: “Em 23 de fevereiro (8 de março nocalendário gregoriano) estavam planejadas ações revolucionárias. Pela manhã, a despeito das diretivas, as operárias têxteis deixaram o trabalho de várias fábricas e enviaram delegadas para solicitarem sustentação da greve. Todas saíram às ruas e a greve foi de massas. Mas não imaginávamos que este ‘dia das mulheres’ viria a inaugurar a revolução”.
Após a Revolução de Outubro, a feminista bolchevique Alexandra Kollontai persuadiu Lenin para torná-lo um dia oficial que, durante o período soviético, permaneceu como celebração da “heróica mulher trabalhadora”. No entanto, o feriado rapidamente perderia a vertente política e tornar-se-ia uma ocasião em que os homens manifestavam simpatia ou amor pelas mulheres – uma mistura das festas ocidentais do Dia das Mães e do Dia dos Namorados, com ofertas de prendas e flores, pelos homens às mulheres. O dia permanece como feriado oficial na Rússia, bem como naBielorrússia,Macedónia, Moldávia e Ucrânia.
Na Tchecoslováquia, quando o país integrava o Bloco Soviético (19481989), a celebração era apoiada pelo Partido Comunista. O MDŽ (Mezinárodní den žen, “Dia Internacional da Mulher” em checo) era então usado como instrumento de propaganda do partido, visando convencer as mulheres de que considerava as necessidades femininas ao formular políticas sociais. A celebração ritualística do partido no Dia Internacional da Mulher tornou-se estereotipada. A cada dia 8 de março, as mulheres ganhavam uma flor ou um presentinho do chefe. A data foi gradualmente ganhando um caráter de paródia e acabou sendo ridicularizada até mesmo no cinema e na televisão. Assim, o propósito original da celebração perdeu-se completamente. Após o colapso da União Soviética, o MDŽ foi rapidamente abandonado como mais um símbolo do antigo regime.
 
No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado durante as décadas de 1910 e 1920. Posteriormente, a data caiu no esquecimento e só foi recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960, sendo, afinal, adotado pelas Nações Unidas, em 1977.
 
 
 
 

“Brasília em Chamas”

•05/03/2015 • Deixe um comentário

Quando as chamas lançadas pela espada fumegante da Themis queimarem as peles dos falsos cordeiros e de seus pastores, haverá uma grande debandada de lobos chamuscados e expulsos da terra Brasilis.

6aa1c-brasc38dlia2bem2bchamas2be2bbruno2b132bde2boutubro2bde2b20142bdoc

Sobre a obra
Bruno Steinbach. “Brasília em Chamas”
Painel em acrílica/tela, medindo 150 x 250 cm.
13 de outubro de 2014. Parahyba, Brasil.
Encomenda de Inaldo Leitão
Brasília – DF

Que a honradez e a valentia do nosso povo, do brasileiro comum, trabalhador e desbravador – aqui representado na belíssima escultura “Os Guerreiros”, mais conhecida como Os Candangos, de Bruno Giorgi – consigam reconstruir essa Nação, que, mesmo estando em chamas, conta com a esperança da Phoenix e das Asas Brancas, apoiada pelo braço justo e forte da Themis.
As chamas são para acabar com as pragas e para afastar as novas que lá pretendam se instalar…

CENTENÁRIO DE ISAIAS SILVA

•01/03/2015 • 2 Comentários
 *

ISAIAS SILVA:

O MÉDICO, O DIRIGENTE, O PROFESSOR , O POLÍTICO, O INTELECTUAL

*
Imagem  link vídeo Centenário de Isaias Silva
*
Meu pai foi o Homem mais decente e corajoso que conheci.
Médico e culto, cavalheiro ou cavaleiro, dependendo da ocasião… Avesso aos “flashes” e às fogueiras das vaidades, deixou para mim a melhor herança que um Homem pode deixar para um filho: Caráter e educação.
A minha gratidão ao legado moral que esse Homem me deixou é incomensurável. Soube ser duro e afetuoso, de acordo com o meu merecimento (e o dos outros).
 

Durante a ditadura militar, já afastado da política, ocupou vários postos de chefia – tanto no INPS como na Universidade Federal da Paraíba, quando, por causa da sua obsessão em tratar com honestidade o bem público, “comprou” muitas brigas e arranjou diversos inimigos – que não pensavam como ele…
Apesar de seu pensamento claramente socialista (porém linha dura), Isaias era respeitado pelos militares do regime de então, que o mantiveram nesses cargos por um bom tempo, justamente pelo seu caráter honrado e a sua coragem pessoal. Durante a sua coordenação nos serviços de medicina do INPS (Instituto Nacional de Previdência Social, depois INAMPS), por várias vezes pediu demissão, por não poder dar combate à corrupção entranhada naquela instituição como queria, impedido por superiores complacentes.
Nas conversas que eu presenciava entre ele e um oficial do exército, muito amigo e parente, ele expunha claramente o seu descontentamento com o regime militar.
Os militares nunca quiseram “mexer” com Isaias, que dizia o que pensava e só fazia o que queria.
 *
*
Faço aqui esta humilde homenagem, garimpando fotos (com a ajuda da mana Márcia Steinbach S. Kaplan) e restaurando-as,  com o pouco de talento que Deus me deu, para esta publicação e para a edição de um vídeo que será apresentado na Academia Paraibana de Medicina, durante homenagem que lhe será prestada naquela Casa, por sugestão do querido presidente Ricardo Maia, provavelmente agora em março.
 *
*
SEUS ANCESTRAIS PATERNOS

*
 Coronel José Pordeus Rodrigues Seixas (casado com Rosa Ursulina), o patriarca fundador da fazenda Umarí (foto acima), seu bisavô paterno.
 
Maria Joaquina da Natividade Seixas e José da Silva Mendes Pedrosa, seus avós paternos.
 
*
 
 OS ANCESTRAIS MATERNOS
 
*
PeO “vigário casado de Sousa”, Padre José Antônio Marques da Silva Guimarães 
e a esposa Maria da Conceição Gomes Mariz
(seus bisavós maternos).
 Pelo fato de ser padre, alguns dos primeiros descendentes, muito conservadores, tentaram a todo custo apagar a memória do vigário e da esposa Maria da Conceição Gomes Mariz da história familiar, embora o Vaticano fizesse “vistas grossas” à desobediência dele ao celibato.

[José Antônio Marques da Silva Guimarães foi deputado provincial por quatro mandatos e vigário da cidade de Sousa, sertão da Paraíba, por quarenta e oito anos, de 1837 a 1885. Homem corajoso, poucos anos após ordenar-se padre, da Ordem de São Bento, o vigário José Antônio resolveu enfrentar uma sociedade altamente conservadora, em Sousa, no alto sertão da Paraíba.

Cheio de vontades e de ideias próprias, mas sem abdicar do exercício do sacerdócio, o vigário José Antônio resolveu desposar Maria da Conceição Gomes Mariz – roubando-a da casa dos pais, em Olinda, Pernambuco, por volta do ano de 1838 – e, com ela, constituir urna família que fez história no longínquo sertão da então pequenina Parahyba do Norte.
Da união, nasceram catorze filhos, (todos na cidade de Sousa – PB) e uma destacada, diversificada e numerosa descendência na Paraíba e no Rio Grande do Norte; entre eles os governadores João Agripino Maia, Tarcísio Maia, Antônio Marques da Silva Mariz e José Agripino Maia, os deputados José Mariz, Gervásio Maia, os historiadores Celso Mariz e Wilson Seixas, Octávio Mariz – líder da revolução de 1930 na cidade de Sousa como líder radical do Jornal de Sousa, o médico Isaias (professor titular de otorrinolaringologia da UFPB, de resoluta atuação na constituinte paraibana de 1947, quando deputado), o compositor e cantor José Ramalho Neto – Zé Ramalho, agregando membros das famílias Rocha, Garrido, Sá, Meira de Vasconcelos, Melo, Rangel, Aragão, Pordeus, Rodrigues Seixas e Formiga. Sua vida não apenas marcou época. Ele soube fazer época e obteve da comunidade a aprovação aos seus atos. Se não cumpria fielmente os preceitos da Igreja Católica, no que diz respeito ao celibato, cumpria exemplarmente os demais compromissos, com aguçada inteligência, coragem inabalável e elevada capacidade de trabalho, tudo empregado na defesa do seu extenso domínio paroquial. Por isso era respeitado, ouvido e aclamado, como homem desassombrado, que chegava a levar a mulher e os filhos para as mais concorridas cerimônias religiosas. Conhecido como o vigário casado de Sousa, padre José Antônio exerceu quatro mandatos como deputado provincial, foi fundador e sustentáculo do Partido Liberal em Sousa e primeiro prefeito da cidade, além de presidente da Assembleia Provincial e, nessas circunstâncias, presidente provisório da província.
Isso é que é “escrever certo por linhas tortas”.]
(extraído do livro “Nos Caminhos do Vigário José Antônio”, História da Paraíba, Emmanoel Rocha Carvalho, 256 pgs, 2006, Editora Universitária / UFPB).
*
LUIZ FERREIRA ROCHA E JOANNA MARQUES GUIMARÃES ROCHA (Meus bisavós)c moldLuiz Ferreira Rocha e Joanna Marques Guimarães Rocha (filha do vigário casado de Sousa, José Antônio Marques da Silva Guimarães e de Maria da Conceição Gomes Mariz), seus avós maternos

*****

*

DEPOIMENTOS

*
DEPOIMENTO DE DR. EILZO NOGUEIRA MATOS
(Facebook, 15 de fevereiro de 2015)
 
Isaias Silva, médico de reconhecida competência profissional, deixou na história da Paraíba registrada honrosamente a sua presença. Conheci-o em Sousa quando ele deputado em Pombal, visitava os seus parentes Pordeus / Mariz. em Sousa.
Admirado pela firmeza de suas ideias e coragem pessoal, corroborava a marca dessas famílias e dos Rocha na elegância da presença na sociedade, cavalheiros, gentlemen de verdade. O acento tonitruante da voz dos Rocha fazia-os notados em qualquer reunião, porque eles conversavam sem reservas, com risadas e exclamações afirmativas. Conheci Rubens, Alaíde e outros irmãos, e seu pai Basilio, que morava num casarão na Rua do Sul em Sousa. Ligado à sua família pelo casamento de uma irmã de minha mãe com Manoel, filho de Dr. Milton de Oliveira/Maria Emilia Mariz. Boa convivência, boas lembranças. Relembro um momento na Assembleia Legislativa quando eu, deputado estadual, e Isaias depoente num episódio que envolvia sousenses num inquérito no INPS. Novato, formulei mal a pergunta e lembro bem, Isaias olhou-me penalizado, encerrou com a resposta a apuração do fato na Assembleia.
 
 
DEPOIMENTO DE  DR. EVANDRO JOSÉ PINHEIRO DO EGYPTO
ACADEMIA PARAIBANA DE MEDICINA (28/10/1999)
Elogio ao 1º ocupante: Dr. Isaias Silva
Cadeira nº 24
 
*
Isaias Silva, filho de Joana (Geni) Rocha e Silva e de Basílio Silva, nasceu em 16 de setembro de 1914 na cidade de Sousa – sertão paraibano – cidade onde realizou seus primeiros estudos básicos. Mais tarde, nos meados dos anos 30, segue para a Bahia para ingressar na tradicional Faculdade de Medicina, tendo-se formado em 1939.
 
Radicando-se logo após sua formatura no município de Pombal-PB, onde construiu um hospital, tendo sido o pioneiro como profissional da medicina naquela cidade. Durante mais de uma década o Dr. Isaias fez história como profissional dos mais respeitáveis na região geográfica que compreende Sousa, Patos, Catolé do Rocha e Pombal. Nesta época, como médico, era eclético, atuando como Clínico e Cirurgião Geral. Porém já demonstrava forte inclinação para a Otorrinolaringologia e Oftalmologia, desenvolvendo também com habilidade atividades de Laboratorista, Radiologista e Anestesista, levado pelas circunstâncias sociais impostas, à época , ao médico do interior.
 
Em meados dos anos quarenta, ingressa na política influenciado pelos primos João Agripino, José Marques da Silva Mariz e Américo Maia, bem como o seu velho pai, Basílio Silva. Sendo eleito Deputado Estadual, pela UDN, na Constituinte de 1947. Neste seu primeiro mandato foi líder do Governo Osvaldo Trigueiro e, no segundo mandato, foi líder da oposição, também pela UDN, frente ao governo de José Américo de Almeida, exercendo marcante atuação, de forma vigilante e combativa, sem jamais curvar-se ao poder e a força do então governador.
 
Mas o caráter e os ideais de Isaias Silva estavam bem acima dos meandros e acomodações da política, levando-o desistir definitivamente de sua militância na mesma.
 
Em 1953-54 Isaias já não cabia mais como Médico do Sertão, onde submete-se a Concurso Público para médico do IAPC, logrando aprovação em 1° lugar, levando a transferir-se para a capital, onde passa a dedicar-se tão somente à medicina e ao magistério.
 
Já em 1955 teve sua indicação para Chefe de Clínica Otorrinolaringológica, da Faculdade de Medicina, sendo o 1° Professor na citada Disciplina, ao lado do professor Cassiano Nóbrega, conforme registro do Conselho Técnico Administrativo de 16.06.1955, da mencionada instituição.
 
Na década de sessenta passa também a atuar como Médico credenciado do IPASE e IAPI, já atendendo em seu consultório particular como Otorrinolaringologista.
 
A despeito do seu perfil varonil, e de seu pulso forte nos mais diferentes cargos que ocupou, era o homem Isaias possuidor de acurada sensibilidade pelas letras e pelas artes, sendo um cultivador da literatura universal dos mestres Goethe, Anatole France, Honoré Balzac, Proust, Dostoievski, Eça de Queiroz, Graciliano Ramos, entre os mais apreciados, tendo em Humberto de Campos como maior cronista da língua portuguesa, conforme abalizado e realístico depoimento de sua filha e admiradora, Professora Márcia Steinbach Silva Kaplan. Outra grande paixão era pela música erudita, representada por Chopin, Brahms e Beethoven, cujas peças para piano gostava de ouvir executadas por sua primeira esposa Marieta Steinbach Silva (foto abaixo) , eximia pianista, que trocou sua brilhante carreira, em Salvador, para acompanhá-lo em seu retorno à Paraíba.
*
 
Marieta Steinbach Silva e Isaias Silva
*
Esteve à frente de vários cargos, foi secretário de Saúde no Governo de Pedro Gondim, de quem era amigo inconteste e grande admirador, desde os tempos em que ambos eram deputados estaduais.
No âmbito da Previdência Social esteve como Coordenador de Assistência Médica e Superintendente, no então INPS, no início dos anos setenta, onde imprimiu excepcional trabalho de expansão a nível de assistência médica, quer no âmbito ambulatorial da instituição que dirigia, quer no credenciamento de profissionais, Clínicas e Hospitais.
 
Não menos relevante foi sua passagem no âmbito universitário, pois além de atuar como primeiro professor de Otorrinolaringologia, da Faculdade de Medicina, sendo alçado a Professor Titular já na federalização da universidade. Tendo ocupado a Chefia do Departamento de Cirurgia, em dois mandatos. Esteve à frente de várias Comissões para mudança do currículo do curso médico e participou de inúmeras Bancas examinadoras em
universidades outras.
 
Na qualidade de membro da comissão de implantação do Hospital Universitário, empreendeu viagem a Alemanha, a fim de conhecer e avaliar sua rede hospitalar, preparando-se para emitir parecer sobre importação de material médico cirúrgico, em missão oficial pela Universidade Federal da Paraíba.
 Vindo a se aposentar em 1985, beirando os setenta anos, recolhendo-se ao merecido descanso de uma vida marcada por extrema labuta, nos mais distintos campos que atuou, sempre com a sua marca da impetuosidade e bravura. Assim, pôde mergulhar de forma mais profunda e tranquila nas suas leituras tão afeitas à sua personalidade, assim como ao deleite da boa música clássica, bem compartilhada com a Dra. Maria Dalva Machado Silva, com quem casou-se em segunda núpcias, médica ginecologista bem atuante em nossa cidade, parte integrante nessa nossa justificada homenagem.
*
A médica Maria Dalva Machado Silva, sua segunda esposa
*
 
Em 09.07.94 Isaias Silva partia para seu descanso eterno, deixando oito filhos, vinte e dois netos e vinte bisnetos.
 
 
%d blogueiros gostam disto: