CENTENÁRIO DE ISAIAS SILVA

•01/03/2015 • 2 Comentários
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ISAIAS SILVA:

O MÉDICO, O DIRIGENTE, O PROFESSOR , O POLÍTICO, O INTELECTUAL

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Imagem  link vídeo Centenário de Isaias Silva
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Meu pai foi o Homem mais decente e corajoso que conheci.
Médico e culto, cavalheiro ou cavaleiro, dependendo da ocasião… Avesso aos “flashes” e às fogueiras das vaidades, deixou para mim a melhor herança que um Homem pode deixar para um filho: Caráter e educação.
A minha gratidão ao legado moral que esse Homem me deixou é incomensurável. Soube ser duro e afetuoso, de acordo com o meu merecimento (e o dos outros).
 

Durante a ditadura militar, já afastado da política, ocupou vários postos de chefia – tanto no INPS como na Universidade Federal da Paraíba, quando, por causa da sua obsessão em tratar com honestidade o bem público, “comprou” muitas brigas e arranjou diversos inimigos – que não pensavam como ele…
Apesar de seu pensamento claramente socialista (porém linha dura), Isaias era respeitado pelos militares do regime de então, que o mantiveram nesses cargos por um bom tempo, justamente pelo seu caráter honrado e a sua coragem pessoal. Durante a sua coordenação nos serviços de medicina do INPS (Instituto Nacional de Previdência Social, depois INAMPS), por várias vezes pediu demissão, por não poder dar combate à corrupção entranhada naquela instituição como queria, impedido por superiores complacentes.
Nas conversas que eu presenciava entre ele e um oficial do exército, muito amigo e parente, ele expunha claramente o seu descontentamento com o regime militar.
Os militares nunca quiseram “mexer” com Isaias, que dizia o que pensava e só fazia o que queria.
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Faço aqui esta humilde homenagem, garimpando fotos (com a ajuda da mana Márcia Steinbach S. Kaplan) e restaurando-as,  com o pouco de talento que Deus me deu, para esta publicação e para a edição de um vídeo que será apresentado na Academia Paraibana de Medicina, durante homenagem que lhe será prestada naquela Casa, por sugestão do querido presidente Ricardo Maia, provavelmente agora em março.
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SEUS ANCESTRAIS PATERNOS

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 Coronel José Pordeus Rodrigues Seixas (casado com Rosa Ursulina), o patriarca fundador da fazenda Umarí (foto acima), seu bisavô paterno.
 
Maria Joaquina da Natividade Seixas e José da Silva Mendes Pedrosa, seus avós paternos.
 
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 OS ANCESTRAIS MATERNOS
 
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PeO “vigário casado de Sousa”, Padre José Antônio Marques da Silva Guimarães 
e a esposa Maria da Conceição Gomes Mariz
(seus bisavós maternos).
 Pelo fato de ser padre, alguns dos primeiros descendentes, muito conservadores, tentaram a todo custo apagar a memória do vigário e da esposa Maria da Conceição Gomes Mariz da história familiar, embora o Vaticano fizesse “vistas grossas” à desobediência dele ao celibato.

[José Antônio Marques da Silva Guimarães foi deputado provincial por quatro mandatos e vigário da cidade de Sousa, sertão da Paraíba, por quarenta e oito anos, de 1837 a 1885. Homem corajoso, poucos anos após ordenar-se padre, da Ordem de São Bento, o vigário José Antônio resolveu enfrentar uma sociedade altamente conservadora, em Sousa, no alto sertão da Paraíba.

Cheio de vontades e de ideias próprias, mas sem abdicar do exercício do sacerdócio, o vigário José Antônio resolveu desposar Maria da Conceição Gomes Mariz – roubando-a da casa dos pais, em Olinda, Pernambuco, por volta do ano de 1838 – e, com ela, constituir urna família que fez história no longínquo sertão da então pequenina Parahyba do Norte.
Da união, nasceram catorze filhos, (todos na cidade de Sousa – PB) e uma destacada, diversificada e numerosa descendência na Paraíba e no Rio Grande do Norte; entre eles os governadores João Agripino Maia, Tarcísio Maia, Antônio Marques da Silva Mariz e José Agripino Maia, os deputados José Mariz, Gervásio Maia, os historiadores Celso Mariz e Wilson Seixas, Octávio Mariz – líder da revolução de 1930 na cidade de Sousa como líder radical do Jornal de Sousa, o médico Isaias (professor titular de otorrinolaringologia da UFPB, de resoluta atuação na constituinte paraibana de 1947, quando deputado), o compositor e cantor José Ramalho Neto – Zé Ramalho, agregando membros das famílias Rocha, Garrido, Sá, Meira de Vasconcelos, Melo, Rangel, Aragão, Pordeus, Rodrigues Seixas e Formiga. Sua vida não apenas marcou época. Ele soube fazer época e obteve da comunidade a aprovação aos seus atos. Se não cumpria fielmente os preceitos da Igreja Católica, no que diz respeito ao celibato, cumpria exemplarmente os demais compromissos, com aguçada inteligência, coragem inabalável e elevada capacidade de trabalho, tudo empregado na defesa do seu extenso domínio paroquial. Por isso era respeitado, ouvido e aclamado, como homem desassombrado, que chegava a levar a mulher e os filhos para as mais concorridas cerimônias religiosas. Conhecido como o vigário casado de Sousa, padre José Antônio exerceu quatro mandatos como deputado provincial, foi fundador e sustentáculo do Partido Liberal em Sousa e primeiro prefeito da cidade, além de presidente da Assembleia Provincial e, nessas circunstâncias, presidente provisório da província.
Isso é que é “escrever certo por linhas tortas”.]
(extraído do livro “Nos Caminhos do Vigário José Antônio”, História da Paraíba, Emmanoel Rocha Carvalho, 256 pgs, 2006, Editora Universitária / UFPB).
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LUIZ FERREIRA ROCHA E JOANNA MARQUES GUIMARÃES ROCHA (Meus bisavós)c moldLuiz Ferreira Rocha e Joanna Marques Guimarães Rocha (filha do vigário casado de Sousa, José Antônio Marques da Silva Guimarães e de Maria da Conceição Gomes Mariz), seus avós maternos

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DEPOIMENTOS

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DEPOIMENTO DE DR. EILZO NOGUEIRA MATOS
(Facebook, 15 de fevereiro de 2015)
 
Isaias Silva, médico de reconhecida competência profissional, deixou na história da Paraíba registrada honrosamente a sua presença. Conheci-o em Sousa quando ele deputado em Pombal, visitava os seus parentes Pordeus / Mariz. em Sousa.
Admirado pela firmeza de suas ideias e coragem pessoal, corroborava a marca dessas famílias e dos Rocha na elegância da presença na sociedade, cavalheiros, gentlemen de verdade. O acento tonitruante da voz dos Rocha fazia-os notados em qualquer reunião, porque eles conversavam sem reservas, com risadas e exclamações afirmativas. Conheci Rubens, Alaíde e outros irmãos, e seu pai Basilio, que morava num casarão na Rua do Sul em Sousa. Ligado à sua família pelo casamento de uma irmã de minha mãe com Manoel, filho de Dr. Milton de Oliveira/Maria Emilia Mariz. Boa convivência, boas lembranças. Relembro um momento na Assembleia Legislativa quando eu, deputado estadual, e Isaias depoente num episódio que envolvia sousenses num inquérito no INPS. Novato, formulei mal a pergunta e lembro bem, Isaias olhou-me penalizado, encerrou com a resposta a apuração do fato na Assembleia.
 
 
DEPOIMENTO DE  DR. EVANDRO JOSÉ PINHEIRO DO EGYPTO
ACADEMIA PARAIBANA DE MEDICINA (28/10/1999)
Elogio ao 1º ocupante: Dr. Isaias Silva
Cadeira nº 24
 
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Isaias Silva, filho de Joana (Geni) Rocha e Silva e de Basílio Silva, nasceu em 16 de setembro de 1914 na cidade de Sousa – sertão paraibano – cidade onde realizou seus primeiros estudos básicos. Mais tarde, nos meados dos anos 30, segue para a Bahia para ingressar na tradicional Faculdade de Medicina, tendo-se formado em 1939.
 
Radicando-se logo após sua formatura no município de Pombal-PB, onde construiu um hospital, tendo sido o pioneiro como profissional da medicina naquela cidade. Durante mais de uma década o Dr. Isaias fez história como profissional dos mais respeitáveis na região geográfica que compreende Sousa, Patos, Catolé do Rocha e Pombal. Nesta época, como médico, era eclético, atuando como Clínico e Cirurgião Geral. Porém já demonstrava forte inclinação para a Otorrinolaringologia e Oftalmologia, desenvolvendo também com habilidade atividades de Laboratorista, Radiologista e Anestesista, levado pelas circunstâncias sociais impostas, à época , ao médico do interior.
 
Em meados dos anos quarenta, ingressa na política influenciado pelos primos João Agripino, José Marques da Silva Mariz e Américo Maia, bem como o seu velho pai, Basílio Silva. Sendo eleito Deputado Estadual, pela UDN, na Constituinte de 1947. Neste seu primeiro mandato foi líder do Governo Osvaldo Trigueiro e, no segundo mandato, foi líder da oposição, também pela UDN, frente ao governo de José Américo de Almeida, exercendo marcante atuação, de forma vigilante e combativa, sem jamais curvar-se ao poder e a força do então governador.
 
Mas o caráter e os ideais de Isaias Silva estavam bem acima dos meandros e acomodações da política, levando-o desistir definitivamente de sua militância na mesma.
 
Em 1953-54 Isaias já não cabia mais como Médico do Sertão, onde submete-se a Concurso Público para médico do IAPC, logrando aprovação em 1° lugar, levando a transferir-se para a capital, onde passa a dedicar-se tão somente à medicina e ao magistério.
 
Já em 1955 teve sua indicação para Chefe de Clínica Otorrinolaringológica, da Faculdade de Medicina, sendo o 1° Professor na citada Disciplina, ao lado do professor Cassiano Nóbrega, conforme registro do Conselho Técnico Administrativo de 16.06.1955, da mencionada instituição.
 
Na década de sessenta passa também a atuar como Médico credenciado do IPASE e IAPI, já atendendo em seu consultório particular como Otorrinolaringologista.
 
A despeito do seu perfil varonil, e de seu pulso forte nos mais diferentes cargos que ocupou, era o homem Isaias possuidor de acurada sensibilidade pelas letras e pelas artes, sendo um cultivador da literatura universal dos mestres Goethe, Anatole France, Honoré Balzac, Proust, Dostoievski, Eça de Queiroz, Graciliano Ramos, entre os mais apreciados, tendo em Humberto de Campos como maior cronista da língua portuguesa, conforme abalizado e realístico depoimento de sua filha e admiradora, Professora Márcia Steinbach Silva Kaplan. Outra grande paixão era pela música erudita, representada por Chopin, Brahms e Beethoven, cujas peças para piano gostava de ouvir executadas por sua primeira esposa Marieta Steinbach Silva (foto abaixo) , eximia pianista, que trocou sua brilhante carreira, em Salvador, para acompanhá-lo em seu retorno à Paraíba.
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Marieta Steinbach Silva e Isaias Silva
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Esteve à frente de vários cargos, foi secretário de Saúde no Governo de Pedro Gondim, de quem era amigo inconteste e grande admirador, desde os tempos em que ambos eram deputados estaduais.
No âmbito da Previdência Social esteve como Coordenador de Assistência Médica e Superintendente, no então INPS, no início dos anos setenta, onde imprimiu excepcional trabalho de expansão a nível de assistência médica, quer no âmbito ambulatorial da instituição que dirigia, quer no credenciamento de profissionais, Clínicas e Hospitais.
 
Não menos relevante foi sua passagem no âmbito universitário, pois além de atuar como primeiro professor de Otorrinolaringologia, da Faculdade de Medicina, sendo alçado a Professor Titular já na federalização da universidade. Tendo ocupado a Chefia do Departamento de Cirurgia, em dois mandatos. Esteve à frente de várias Comissões para mudança do currículo do curso médico e participou de inúmeras Bancas examinadoras em
universidades outras.
 
Na qualidade de membro da comissão de implantação do Hospital Universitário, empreendeu viagem a Alemanha, a fim de conhecer e avaliar sua rede hospitalar, preparando-se para emitir parecer sobre importação de material médico cirúrgico, em missão oficial pela Universidade Federal da Paraíba.
 Vindo a se aposentar em 1985, beirando os setenta anos, recolhendo-se ao merecido descanso de uma vida marcada por extrema labuta, nos mais distintos campos que atuou, sempre com a sua marca da impetuosidade e bravura. Assim, pôde mergulhar de forma mais profunda e tranquila nas suas leituras tão afeitas à sua personalidade, assim como ao deleite da boa música clássica, bem compartilhada com a Dra. Maria Dalva Machado Silva, com quem casou-se em segunda núpcias, médica ginecologista bem atuante em nossa cidade, parte integrante nessa nossa justificada homenagem.
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A médica Maria Dalva Machado Silva, sua segunda esposa
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Em 09.07.94 Isaias Silva partia para seu descanso eterno, deixando oito filhos, vinte e dois netos e vinte bisnetos.
 
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DITADOS POPULARES:..

•26/02/2015 • Deixe um comentário

BOM DIA, TERRA BRASILIS!

DITADOS POPULARES:

“Deu um tiro no próprio pé”. Pois é…
“Nada melhor que um dia atrás do outro e uma noite no meio”.
“Quem cutuca o cão com vara curta se queima…”
“Quem tem telhado de vidro não atira pedras na vizinha…”

“Se jogar merda no ventilador todos se melam”

Estou achando ótima essa guerra aos corruptos, principalmente porque novos elementos vão sendo acrescentados, de várias tribos, com verdadeiras batalhas épicas! Pena que quando chegarem no início da história, em Pedro Alvares Cabral, já estarei velhinho; ou passarinho.

Na imagem: Bruno Steinbach. “Brasília em Chamas”. 
Painel em acrílica/tela, medindo 150 x 250 cm. 13 de outubro de 2014. Parahyba, Brasil.
 Encomenda de Inaldo Leitão. Brasília – DF. 
Veja o andamento da obra
 
Que a honradez e a valentia do nosso povo, do brasileiro comum, trabalhador e desbravador – aqui representado na belíssima escultura “Os Guerreiros”, mais conhecida como Os Candangos, de Bruno Giorgi – consigam reconstruir essa Nação, que, mesmo estando em chamas, conta com a esperança da Phoenix e das Asas Brancas, apoiada pelo braço justo e forte da Themis.

UM BEIJO EM NATAL

•09/02/2015 • 1 Comentário
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Recém chegado, posto à vontade pela hospitalidade dos anfitriões.
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Natal é uma das cidades brasileiras que moram no meu coração. Alé de linda, abriga muitos amigos queridos meus.m
Fui lá sábado passado entregar uma pintura encomendada em 2013, por minha amiga Fátima Dantas – que também está fazendo uma parceria comigo para realizarmos uma exposição, com paisagens do Rio Grande do Norte.
Depois, gozando da hospitalidade da amiga em sua linda mansão, curti os encantos de Ponta Negra e Pirangi. O passeio no lombo dos dromedários lá nas dunas de Genipabú ficou pra próxima (apesar do movimento na AVAAZ contra a “exploração” dos animais, sob a alegação de que estão expostos ao clima quente de Natal – entre outros exageros. Que eu saiba, no Saara é bem mais quente e os beduínos não “alisam”…).
Só me liberaram para regressar ontem.
Bruno Steinbach. “Beijo, opus II”: Acrílica/tela, 80 x 100 cm. Fevereiro de 2013, Parahyba, Brasil.  Coleção: Fátima Dantas, Natal, Rio Grande do Norte, Brasil. 
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A pintura no seu novo lar.
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Praia de Ponta Negra, com a visão do “Morro do Careca”.
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ARIANO SUASSUNA: CAVALGANDO PELO ESPETÁCULO DA VIDA!

•26/07/2014 • Deixe um comentário

A ENCOMENDA: O PRIMEIRO ENCONTRO

O meu amigo Peterson Martins escreveu o livro “Os Sertões Infinitos de Rosa e Suassuna” (sobre os pontos de convergência estética entre Ariano e Guimarães Rosa, tema da sua tese de doutorado).

Em junho de 2012 visitou-me no atelier, acompanhado da sua encantadora esposa Tatiana Correia, quando me encomendou a pintura do painel cuja imagem ilustraria a capa do seu livro.

Ao sabor do cafezinho feito na hora, coado em pano, a conversa fluiu agradável e interessante. Muito bom! Honrado por ter sido o escolhido para a tarefa e encantado com o casal, aceitei de pronto a empreitada, embora temeroso de não corresponder às expectativas dos amigos.

MÃOS A OBRA!

 Entre várias consultas às obras de Ariano, Cervantes e Guimarães Rosa e sempre escutando  atentamente as ideias de Peterson Martins sobre a sua “estética hiper-regional na literatura brasileira” (constantemente me visitava e me ligava, mas sempre gentil e paciente), meti o pincel pra cima… e pra baixo; e pra tudo que é lado, fugindo das minhas pobres ideias preconcebidas e me libertando para navegar no universo fantástico desses grandes homens.

Entre suor, tintas e vinhos, o sonho foi transformando-se em realidade; embora de um realismo fantástico, espetacular, como não poderia deixar de ser. Afinal, nascemos para sermos espetaculares!

Cansado, após dias de árduo trabalho, fiquei matutando, qual “João Grilo” preguiçoso, uma maneira mais fácil de resolver um probleminha técnico… como colocar uma multidão seguindo os três cavaleiros em seus cavalos de pau, o povo seguindo a “Santíssima Trindade”?
Observado pelo olhar espantado de Quixote e a severa expressão de Ariano, senti que eles queriam tanto quanto eu ver a obra pronta e bem feita.

 

Então decretei feriado, vesti a minha roupa de domingo – apesar de ser segunda-feira, e fui beber umas cervejas com frango assado na brasa, lá no quintal da minha amiga
Cecília, onde há uma mesa exclusiva para mim, debaixo de uma aroeira novinha ainda mas que já ouviu e viu muita coisa interessante sob a sua agradável e convidativa copa.

Nada como bater papo com gente simples e desinteressada para deixar a alma leve. Sempre frequento lugares onde gostem de mim, não apenas me aturem pelo que vou gastar.

No dia seguinte, uma grande caminhada pela praia do Cabo Branco, com direito a um bom banho de mar e ao “melhor coco do mundo”, no quiosque dos meus amigos Francisco e Maria…

Agora sim: Pronto para acabar a encomenda!

E já com a ideia pronta na cabeça, concluí a pintura. Assinada e datada!
“Não sei, só sei que foi assim!”

Bruno Steinbach.
“Sagarana na Pedra do Reino de Ariano Suassuna e Guimarães Rosa”.
Pintura em óleo/tela, 80 x 163 cm. Dez 2012. João Pessoa, Paraíba, Brasil.
Coleção: Peterson Martins. João Pessoa, Paraíba, Brasil.

E A PINTURA VIROU CAPA DE LIVRO…

A capa do livro de Peterson Martins: “Os Sertões Infinitos de Rosa e Suassuna”

Está pronto o livro do amigo Peterson Martins, sobre a presença do hiper-regional nas obras de Ariano Suassuna e Guimarães Rosa. À venda nas melhores livrarias do Brasil.
Eu tive o prazer e a honra de pintar para ele o painel cuja foto ilustra a capa do livro. Ele, generoso, fez questão de incluir minha foto com a biografia na “orelha” do livro, que além do trabalho acadêmico, mostra uma interessante entrevista com o escritor Ariano Suassuna.

E A CAPA VIROU LIVRO!

O convite para o lançamento

Peterson Martins e Tatiana Correia durante o prestigiado lançamento do livro, no “SEBO CULTURAL”, em João Pessoa – PB (26/07/2013).

SOBRE O LIVRO:

“A operação de Peterson Martins consiste em formalizar a tradução respectiva dos dois escritores em pauta para construir uma metateoria, um empreendimento da sua lavra. Tal é um dos traços de inovação do pesquisador: ele começa por investir discursivamente o espaço do Sertão (Homem e Natureza) dotando-o de um discurso análogo ao texto social da dita “maioria silenciosa”, desde o dia que descobriu uma tradição tida por genuína no engenho dos compadres Ariano e Guimarães. Dessas duas matrizes constitutivas do seu material discursivo do Sertão, ele leva à luz um Sertão que Fala com eles e pela mediação deles com ele.” (Prof. PhD. Sébastien Joachim – premiado pelo Governo Francês, em 2002, com a Chevalier De l´Ordre Dês Palmes Académiques)

COM A CULTURA NA CABEÇA…

Pra fazer o serviço completo, ajudei a carregar as caixas com os livros, antes da cerimônia de lançamento. Não deixo amigo no meio do caminho.

UMA PINTURA PARA ARIANO SUASSUNA

Um grande encontro de grandes homens:Ariano Suassuna e Peterson Martins!

Depois que escreveu o livro “Os Sertões Infinitos de Rosa e Suassuna” (sobre os pontos de convergência estética entre Ariano e Guimarães Rosa, tema da sua tese de doutorado) Peterson Martins foi visitar Ariano em sua casa para presentear o colega com uma reprodução em tecido – Giclée – da pintura que tive a honra de fazer para a capa do livro
Recado que recebi de Peterson:
”Bruno Steinbach Silva, Ariano Suassuna disse que foi um dos presentes mais honrosos que recebeu. Ficou maravilhado com sua obra! Tá vendo, meu amigo, eu te falei. Ele chamou “brincando” a composição de “Santíssima Trindade“.

Maravilha!

Ariano Vilar Suassuna:
Cavalgando no tempo para a sua eterna morada na Pedra do Reino.
* 6 de junho de 1927, João Pessoa, Paraíba, Brasil.
+ 23 de julho de 2014 (87 anos), Recife, Pernambuco, Brasil.
Vai o bravo Homem…
Ficam a obra e a história na nossa memória.
Afinal a imortalidade é manter-se na memória dos outros.
E este Homem certamente existirá para sempre nas nossas lembranças.
Lembranças eternamente fincadas na sua Pedra do Reino.
Bravo! Avante, cavaleiro do espetáculo!
#arianosuassuna

 

COPA 2014

•03/06/2014 • 2 Comentários

Copa 2014

Eu sou brasileiro e amo o meu país.

Torço para que a corrupção seja extinta, torço para que os serviços públicos funcionem com a devida correção e eficiência. Torço por um país melhor e com oportunidades iguais para todos.

Mas torço também pela seleção brasileira, pois não sou espírito de porco para atirar pedras num momento tão lindo e importante como esse; sei que o esporte e a arte são que unem os povos, ao contrário da religião – que só os separa.

Nós, a Nação brasileira, temos nossa própria maneira de ser e de resolver as coisas. Sei que daremos um jeito de fazer uma bela festa quando mostraremos para o mundo a beleza do nosso povo, apesar de todas as mazelas.

Viva o povo brasileiro!

Imagem

“PARAHYBAVISTA (SANHAUÁ, PORTO DO CAPIM e VARADOURO), opus I”.

•20/12/2013 • Deixe um comentário

Encomenda do Tribunal de Justiça da Paraíba.

DATADA E ASSINADA, JÁ EM SUA NOVA CASA:
O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DA PARAÍBA!

O artista adia ao máximo a hora da despedida da sua cria. 
Ele sabe que doravante é ao mundo a quem pertencerá a sua querida debutante…
 
 
Bruno Steinbach. “PARAHYBAVISTA (SANHAUÁ, PORTO DO CAPIM e VARADOURO), opus I”. 
Painel em acrílica/tela, 120 x 194 cm. Parahyba, dezembro de 2013.
Acervo: Tribunal de Justiça da Paraíba. João Pessoa, Paraíba, Brasil.
Obra patrocínio PARAHYBAVISTA.
Em primeiro plano, os casebres do porto do capim. Depois, o casario antigo do varadouro. No alto, a igreja de São Frei Pedro Gonçalves. Mais à direita, ao fundo, a cidade alta e a Igreja de São Francisco.
Encomenda da amiga Fátima Bezerra para o Salão Nobre do Tribunal Pleno, anexo ao edifício do Tribunal de Justiça da Paraíba.
“Embora secularmente a culta mente tente,
é impossível ocultar da Luz a face dessa pobre gente;
um dia seu nobre silêncio, gritante ao sol poente, 
certamente despertará bravamente a nossa civilização dormente.”
(Bruno Steinbach)
“Mais uma obra saindo do forno. Parabéns, Bruno Steinbach Silva, por essa mágica hiper-real que você extrai dos elementos – as águas e as cores parecem jorrar da junção paradoxal. Nessa releitura em que as casas humildes parecem beber o Sanhauá – a justiça divina do artista – são as mais iluminadas e de cores mais vivas. Assim como Polibio Alves, você extrai a beleza e o lirismo dos marginalizados, levando-nos ao êxtase sinestésico apesar da exclusão social dos desfavorecidos, metonimicamente, representados por suas casas.”(Peterson Martins, Professor UEPB – Campus V. Doutorado em Estudos da Linguagem)

 
Meus agradecimentos pelo apoio a meu irmão Eduardo Machado e a Yara Mariz Maia, sem o qual não haveria essa pintura. Agradeço também a João Maciel, da Secretaria das Finanças, pelo seu empenho, mesmo que convalescente e à distância, se comunicando com colegas e me orientando para que eu conseguisse liberar a papelada fiscal em tempo, antes do recesso do Judiciário. Meu carinho e gratidão aos funcionários do TJ e a Valquíria Uchôa e Fátima Bezerra, respectivamente gerente de apoio operacional e Presidenta do Tribunal de Justiça da Paraíba.
 
Veja o álbum e acompanhe o andamento da obra:
 
PARAHYBAVISTA: A ROMARIA CONTINUA…
Meus agradecimentos à Casa Jorge Molduras, nosso parceiro PARAHYBAVISTA.
A equipe que transforma a ideia em atitude.
 
*A capital da Paraíba teve vários nomes antes da atual denominação. Primeiro foi chamada de Nossa Senhora das Neves, em 05 de agosto de 1585, em homenagem ao Santo do dia em que foi fundada. Depois foi chamada de Filipéia de Nossa Senhora das Neves, em 29 de outubro de 1585, em atenção ao rei da Espanha D. Felipe II, quando Portugal passou ao domínio Espanhol. Em seguida recebeu o nome de Frederikstadt (Frederica), em 26 de dezembro de 1634, por ocasião da sua conquista pelos holandeses, em homenagem a Sua Alteza, o Príncipe Orange, Frederico Henrique. Novamente mudou de nome, desta vez passando a chamar-se Parahyba, a 01 de fevereiro de 1654, com o retorno ao domínio português, recebendo a mesma denominação que teve a capitania, depois a província e por último o Estado. Em 04 de setembro de 1930, finalmente recebeu o nome que tem hoje…

 

Conhecida como a cidade onde o sol nasce primeiro, devido ao ponto mais oriental das Américas se localizar aqui, nossa velha e charmosa Parahyba se esparrama verde e lindamente entre a belíssima praia do Cabo Branco e o crepuscular rio Sanhauá, oferecendo aos habitantes uma verdadeira viagem pelo presente e pelo passado.

 

Esta é uma vista parcial de quem chega pelo rio Sanhauá, vendo-se em primeiro plano o “Porto do Capim” (*), onde tudo começou, seguido do Varadouro, com o centro histórico e a igreja de São Frei Pedro Gonçalves – onde havia uma cidadela, seguidos do casario corcoveando pelas ladeiras em busca da cidade alta, ao fundo.

 

 
Conheça as nossas camisetas promocionais, encomende a sua e seja mais um AMIGO DO ARTISTA, a forma mais econômica de patrocinar os nossos projetos:
 
Artist Sites:
mailto:brunosteinbachsilva@gmail.com 
 
* “O Porto do Varadouro, popularmente conhecido como Porto do Capim, denominação que se acredita que surgiu devido à quantidade de capim que ali desembarcava para alimentar os animais que serviam de transporte naquela época, era o porto principal da cidade de João Pessoa quando o Porto de Cabedelo ainda não existia.

 

Em 1920, o Presidente Epitácio Pessoa (1919-1922) mandou fazer um Porto Internacional na bacia do Sanhauá em frente ao porto original. Obra que nunca se concretizou, houve desvio de recursos e falta de estudos para sua viabilidade. Hoje ainda, existem vestígios de concreto armado fincadas as margens do Sanhauá. A partir de 1935, com a inauguração do Porto de Cabedelo, e a efetivação do transporte ferroviário de João Pessoa para Cabedelo, o porto da cidade foi sendo gradualmente desativado, gerando a decadência da área sendo com o passar dos anos ocupado por famílias carentes. Hoje o local vive o abandono, pois faltam saneamento e condições básicas de vida. O berço da cidade está em vias de ser restaurado pelo projeto da Comissão do Centro Histórico de João Pessoa.”

 

Fonte:

 

PARAHYBAVISTA ADIADA PARA 2014

•28/10/2013 • Deixe um comentário

ATENÇÃO!
PARAHYBAVISTA SÓ SERÁ VISTA EM 2014.

 Imagem
 
A mostra havia sido selecionada pelo projeto EXPOSESC e marcada para dezembro de 2013 na galeria de arte do Sesc Cabo Branco, João Pessoa, Paraíba, Brasil.
Porém, a pedido de alguns novos patrocinadores, com a anuência dos demais, adiaremos a exposição para 2014. Um dos motivos, além de algumas importantes obras ainda estarem inacabadas, é o cronograma do catálogo a ser impresso, que não permitiria a publicação das novas imagens das logomarcas e das novas obras ainda em andamento – adquiridas antecipadamente pelos novos patrocinadores. Isso não seria correto, afinal, tenho um compromisso maior com essas pessoas. Mea culpa, mea maxima culpa”.
Agora, só resta esperar a decisão do departamento de artes plásticas do SESC/PB sobre a possibilidade de agendamento em nova data, através de nova inscrição no projeto EXPOSESC 2014. Ainda bem que há a alternativa de suplência, o que possibilita que a instituição mantenha o seu calendário, sem prejuízo para o público e para felicidade do(a) artista suplente (rss).
Com isso ganharemos todos, pois até lá muita tinta ainda vai rolar por baixo e por cima da tela…
Veja a página do evento e participe:
Visite o site do projeto e fique por dentro:
 
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